Vai ter greve de ônibus amanhã em São Paulo?

Após paralisação dos metrôs e trens na última terça-feira (28), na tarde de quinta os moradores da cidade de São Paulo receberam um novo aviso. Greve amanhã dos motoristas e cobradores das linhas de ônibus de São Paulo – SPTrans.

Terminal de ônibus com alguns ônibus circulando.
Reprodução | SindMotoristas

Edvaldo Santiago, membro do SindMotoristas e candidato vencedor das eleições a presidente do sindicato pela chapa 4 foi quem anunciou a paralisação. A decisão veio como forma de protesto em virtude de uma decisão judicial que anulou o resultado das eleições realizadas no dia 22/11/2023.

A chapa 4 afirma que entrou com recurso alegando que as eleições foram legítimas, no entanto, o Tribunal Regional do Trabalho – TRT, não o julgou.

Com o cancelamento das eleições, a presidência do sindicato permanece com o Manoel Portela (chapa 1). Dessa forma o atual presidente negou a decisão do sindicato quanto a paralisação dos ônibus de São Paulo.

É importante frisar que movimentos de paralisação como esse costumam ser aprovados pelo sindicato por meio de assembleia formal, porém ela não aconteceu. Portanto, não há greve de ônibus marcada para hoje (01/12/2023).

Uma audiência está marcada para a manhã desta sexta-feira, onde discutirão os próximos passos da entidade.

O que diz o sindicato?

O SindMotoristas ainda se posicionou ao final da tarde sobretudo repudiando o uso de greve para fins eleitoeiros:

“O Sindicato dos Motoristas de São Paulo repudia qualquer possibilidade de greve , em prejuízo aos trabalhadores em transportes e passageiros, para fins eleitoreiros.

De antemão, a entidade, através do presidente Valdevan Noventa, informa que não tem qualquer participação na convocação de uma paralisação do sistema de transporte por ônibus da cidade de São Paulo nesta sexta-feira (1).

O protesto foi convocado pela extinta comissão eleitoral e pelo encabecador da Chapa 4, Edivaldo Santiago, que se recusam acatar a decisão da Justiça pela suspensão da eleição da entidade, em duas sentenças, por identificar irregularidades no processo.
O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) determinou nova eleição, com urnas eletrônicas.”

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