Cirurgia de Retirada das Mamas para Prevenção de Câncer e Proteção à Vida

Durante a campanha do Outubro Rosa, destaca-se a importância de iniciativas preventivas contra o câncer de mama, e um exemplo significativo dessa prevenção foi a decisão da atriz Angelina Jolie de realizar a cirurgia de retirada das mamas.

Essa intervenção, chamada mastectomia profilática, teve como objetivo reduzir suas chances de desenvolver câncer. A ação dela trouxe visibilidade a esse procedimento, mas também levantou muitas questões sobre quem deve considerá-lo, seus riscos e alternativas.

Retirada das Mamas
Foto: Reuters/Toby Melville/Arquivo

O que é a Mastectomia Profilática?

A mastectomia profilática é uma cirurgia preventiva que remove uma ou ambas as mamas com o objetivo de reduzir drasticamente o risco de desenvolver câncer de mama. Ela é frequentemente recomendada para mulheres com predisposição genética ao câncer, como as que possuem mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que aumentam significativamente o risco da doença. No caso de Angelina Jolie, o risco de desenvolver câncer de mama era de 87%, o que a levou a optar pela mastectomia como medida preventiva.

Quando a Cirurgia de retirada das mamas é recomendada?

Esse procedimento é indicado para mulheres com alto risco genético ou histórico familiar forte de câncer de mama. Ele deve ser considerado após testes genéticos que confirmem a presença de mutações como BRCA1 ou BRCA2. O acompanhamento de um médico especialista, como um oncogeneticista, é essencial para avaliar o risco e discutir a melhor opção de tratamento preventivo.

A Mastectomia Profilática é para todas?

Nem todas as mulheres são candidatas à mastectomia profilática. Esse é um procedimento invasivo que envolve não apenas considerações médicas, mas também aspectos psicológicos e estéticos. A decisão é individual e deve ser feita com acompanhamento médico. É importante que a paciente seja informada sobre todos os aspectos da cirurgia, incluindo os benefícios, riscos e possíveis consequências emocionais.

A Cirurgia elimina totalmente o risco?

Embora a mastectomia profilática reduza significativamente o risco de câncer de mama, ela não elimina completamente a possibilidade de desenvolver a doença. Pequenas quantidades de tecido mamário podem permanecer após a cirurgia, o que ainda oferece uma chance mínima de desenvolvimento do câncer.

Além disso, para mulheres com mutações genéticas como a BRCA1, o risco de câncer de ovário ou de útero também é elevado. Por isso, algumas optam por realizar também a remoção dos ovários (ooforectomia) como uma medida adicional de prevenção.

Existem alternativas à retirada das mamas?

Sim, há alternativas que podem ser consideradas. Entre elas, está o monitoramento intensivo com exames frequentes, como mamografias e ressonâncias magnéticas, que podem detectar precocemente qualquer sinal de câncer.

Outra opção é o uso de medicamentos, como o tamoxifeno, que pode reduzir o risco de câncer de mama em mulheres com predisposição genética.

Portanto, a decisão de realizar a mastectomia profilática é complexa e pessoal, e deve ser tomada após uma discussão detalhada com médicos especialistas.

Sobretudo é uma medida preventiva importante para algumas mulheres, mas também é essencial conhecer todas as alternativas e riscos envolvidos, incluindo a chance residual de desenvolver câncer.

Leia também o artigo sobre Outubro Rosa.

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