
fonte : metrocptm.com.br
A decisão recente da assembleia dos metroviários em São Paulo, em conjunto com outras categorias profissionais, decretou uma greve unificada para o dia 28 de novembro, em oposição às políticas do governo estadual. Este movimento representa um posicionamento significativo contra as privatizações, terceirizações, cortes de verbas na educação e demissões.
O embate entre os trabalhadores e o governo, liderado pelo governador Tarcísio de Freitas, tem se intensificado devido aos planos de privatização da Sabesp, cortes no orçamento da educação e tentativa de leilão da linha 7 da CPTM. As ameaças de terceirização no Metrô e as punições aos trabalhadores engajados têm aumentado a tensão entre as partes envolvidas.
A assembleia dos metroviários e demais categorias deliberou a greve unificada como uma resposta às medidas governamentais que impactam direta e indiretamente os serviços públicos e os trabalhadores. A união dessas categorias reflete a insatisfação coletiva e a busca por preservar direitos adquiridos ao longo do tempo.
A agenda estabelecida para os dias que antecedem a greve demonstra a intenção de unir forças e visibilizar a insatisfação. As assembleias unificadas e os atos programados têm como objetivo consolidar a voz desses profissionais e mostrar à população diferentes perspectivas sobre as políticas governamentais em discussão.
A greve unificada convocada pelos metroviários e outras categorias em São Paulo é um reflexo da tensão crescente entre os trabalhadores e o governo estadual. O desafio reside em encontrar soluções que considerem tanto os anseios dos profissionais quanto a necessidade de gestão eficiente dos serviços públicos, sem desconsiderar a importância do diálogo e da busca por consensos.
Atualização 27/11/2023
Está confirmada a paralisação unificada de funcionários públicos para amanhã (28). O movimento reunirá os trabalhadores metrovirários, ferroviários, da Sabesp e da educação.
As linhas privatizadas e cedidas a ViaMobilidade: 4-Amarela, 5-Lilás, 8-Diamante e 9-Esmeralda deverão funcionar normalmente.
O Provão Paulista dedicado aos alunos de escolas públicas que buscam ingressar em universidades estaduais foi adiado e teve suas datas alteradas pela Secretaria da Educação. O governador Tarcísio de Freitas declarou ponto facultativo para servidores públicos estaduais, no entanto, a medida não se aplica aos setores de Segurança Pública e Educação.
Por meio de uma carta aberta à população os sindicatos solicitaram a liberação das catracas de trens e metrôs sem a cobrança de tarifa, oferecendo em troca a não interrupção dos serviços de transporte do estado. O governo de São Paulo negou a solicitação e avisou que os sindicatos serão multados em R$ 700 mil por dia caso não respeitem os padrões mínimos de operação, que consistem em 80% dos funcionários do Metrô, CPTM e Sabesp durante os horários de pico e 60% nos demais horários.

