Nas últimas semanas, a cidade de São Paulo tem registrado uma série alarmante de ataques a ônibus com lançamentos de pedras. Conforme divulgado, foram mais de 421 veículos depredados na capital desde 12 de junho, com um aumento expressivo de 47 ataques num único domingo, 13 de julho, o segundo maior dia de ocorrências desde junho. No total, na Grande São Paulo e Baixada Santista esse número já supera 600 incidentes.

Pessoas impactadas: feridos e vítimas
Além do prejuízo material, a violência física é uma consequência real. Em várias situações, pedras lançadas atingiram vidros das janelas, causando ferimentos em motoristas e passageiros. Um caso emblemático ocorreu em 27 de junho, na Avenida Washington Luiz, quando uma passageira foi atingida na face por uma pedra, situação que levou à única prisão registrada até o momento.
Principais regiões e ruas com maior incidência
Esses ataques estão concentrados nas zonas Sul, Sudoeste e Oeste da capital, principalmente nas áreas onde operam empresas como Mobibrasil, Transppass e Viação Grajaú. Embora o detalhe exato de cada via não tenha sido listado, é sabido que avenidas movimentadas, corredores de ônibus e atuação clandestina em bairros periféricos são os alvos preferenciais dessas ações.
Motivos possivelmente por trás da violência
As investigações policiais apontam três principais linhas para explicar essa onda de ataques:
- Desafios e incentivos virais na internet, sobretudo nas redes sociais, que incitam a prática;
- Infiltração de grupos organizados, como possíveis ações de retaliação ou protesto, embora a Polícia Civil ainda investigue essa linha;
- Descontentamento interno, entre empresas de ônibus ou funcionários, que estão insatisfeitos com contratos ou pressões administrativas, sendo essa a hipótese mais recomendada pelas autoridades.
Ações das autoridades policiais
Em reação, no dia 3 de julho a Polícia Militar lançou a “Operação Impacto – Proteção a Coletivos”, com 7,8 mil policiais e 3,6 mil viaturas, focando em corredores, terminais e garagens. A Polícia Civil, por meio do DEIC e da Divisão de Crimes Cibernéticos, também atua fortemente, já com cinco adultos presos e um adolescente apreendido, além da única prisão do caso da Avenida Washington Luiz. As empresas envolvidas foram alertadas a comunicar imediatamente os incidentes à SPTrans, para que os veículos sejam imediatamente substituídos e concertados.
Como a população pode se proteger?
Para preservar a segurança de motoristas e passageiros, as autoridades recomendam:
- Evitar circular em locais e horários com histórico recente de ataques, especialmente à noite;
- Observar sempre rotas em tempo real pela SPTrans ou aplicativos de transporte público, evitando prolongar o trajeto em trechos vulneráveis;
- Ao notar qualquer comportamento suspeito ao redor do ônibus, manter-se tranquilo, sem confrontos, e contatar imediatamente a Polícia Militar pelo 190 ou usar o Disque Denúncia – 181;
- Em caso de impacto dos vidros ou outros danos, o motorista deve seguir as orientações da SPTrans, levando o ônibus para manutenção imediata e aguardando apoio policial, sem seguir viagem até aprovada substituição.
